Cardápio alia segurança, apelo visual e incentiva novas experiências à mesa, estimulando o consumo da alimentação regional
Para muitas famílias amazonenses, o peixe sempre fez parte da rotina. Está presente na mesa, na cultura, mas, ainda assim, quando chega ao prato das crianças, o cenário costuma mudar. Pais atentos, olhar redobrado e a preocupação constante com as espinhas a cada garfada.
No restaurante Sagrado Peixe, do Grupo Engenho, essa preocupação não é comum. Ali, a proposta é devolver a tranquilidade à mesa, permitindo que as crianças explorem o prato com autonomia, enquanto os pais conseguem relaxar e aproveitar a própria refeição.
O sócio-fundador do grupo, Rogério Perdiz, explica que, no Sagrado Peixe, os pratos infantis são preparados com filezinhos de peixe sem espinhas, pensados para evitar aquele cuidado constante que interrompe a conversa ou a experiência à mesa. Assim, a criança ganha autonomia para comer sozinha, experimentar sabores e texturas, enquanto os responsáveis deixam de lado a tensão de precisar verificar cada pedaço.
“Sabemos que muitos pais deixam de oferecer peixe para os filhos por conta do medo das espinhas. A nossa ideia foi tirar essa preocupação, trazendo opções seguras, com filezinhos sem espinhas, para que a criança possa comer sozinha e os pais fiquem mais tranquilos”, afirma Perdiz.
Mas não para por aí. Segundo Rogério, a proposta também aposta no visual como aliado. Os pratos são pensados para despertar o interesse da criançada e tornar o momento mais convidativo, com combinações que aproximam o novo do familiar, como o peixe acompanhado de batata.
“A gente pensou em tudo, desde o corte do peixe até a forma de servir. O prato precisa ser bonito, atrativo, porque a criança também come com os olhos. Quando ela se sente interessada, a aceitação é muito maior”, destacou Rogério.
O resultado aparece na dinâmica das famílias à mesa, de acordo com Rogério. Sem a necessidade de verificar cada pedaço, os pais passam a participar do momento com mais leveza, enquanto os filhos experimentam, descobrem sabores e constroem uma relação mais positiva com o alimento.
“Queremos proporcionar uma experiência completa. Não é só alimentar, é criar um momento em família mais tranquilo, onde todo mundo consegue comer bem e aproveitar junto, sem aquela preocupação constante”, completa Rogério.
Além disso, a proposta também resgata aquilo que sempre fez parte da cultura local: o bom e velho peixe, agora com todos aproveitando juntos.